"50 Tons de Cinza" surpreende ao mostrar relação sadomasoquista com bom gosto

Por Thiago Ney , iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

Atuação de Dakota Johnson como Anastasia Steele é um dos pontos altos do filme baseado no best-seller de E.L. James

Não li "50 Tons de Cinza" (nem os outros dois livros da trilogia escrita por E.L. James), e talvez por isso o filme baseado na obra - que estreia no Brasil nesta quinta-feira (12) - revela-se uma bela surpresa, tanto pelo bom gosto com que desvela a relação sadomasoquista entre os dois personagens principais como pela interpretação não menos do que excepcional de um deles, Dakota Johnson - filha de Melanie Griffith e de Don Johnson.

Imagem do filme 'Cinquenta Tons de Cinza'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Cinquenta Tons de Cinza'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Cinquenta Tons de Cinza'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Cinquenta Tons de Cinza'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Cinquenta Tons de Cinza'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Cinquenta Tons de Cinza'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Cinquenta Tons de Cinza'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Cinquenta Tons de Cinza'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Cinquenta Tons de Cinza'. Foto: Divulgação

Dakota Johnson interpreta Anastasia Steele, uma estudante de literatura inglesa que tem de entrevistar o empresário Christian Grey (Jamie Dornan) - é um favor de Anastasia para sua roommate, que está doente e não pode sair de casa para fazer a tarefa, um trabalho de faculdade.

Grey é um solteirão convicto, bonito, poderoso e bilionário, daqueles que têm um escritório imponente, coleção de carros, helicóptero, e fica atraído pela tímida e desajeitada Anastasia. O ponto aqui é que Grey não gosta de relações romanceadas - ele curte mesmo é ser o dominador, e quer que Anastasia seja a sua submissa.

Pelo menos neste primeiro filme da trilogia ficamos sabendo pouco do passado de Grey - apenas que ele foi adotado aos quatro anos e que aos 15 uma amiga sadomasô da mãe adotiva o seduziu (a relação durou seis anos, com ele sendo o submisso). O roteiro concentra-se então na tentativa de Grey em convencer Anastasia a se submeter aos seus jogos sexuais.

O roteiro de alcance curto sofre com alguns diálogos que parecem ter saído de um texto de redação escolar (reflexo do livro?), mas a diretora Sam Taylor-Johnson (de "O Garoto de Liverpool", filme sobre a adolescência de John Lennon) contorna o problema imprimindo certa tensão ao ritmo do filme.

E "50 Tons de Cinza" ganha muito com Dakota Johnson, cujo brilhantismo é realçado pela palidez de Jamie Dornan, um ator tão expressivo quanto um boneco de posto. No fim das contas, o filme se segura muito bem, e espertamente joga a isca para a segunda parte da trilogia.

Leia tudo sobre: 50 tons de cinzacinema

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas