8 curiosidades sobre "Love", o filme mais polêmico de 2015

Por iG São Paulo |

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Novo longa do diretor argentino Gaspar Noé estreia nesta quinta-feira (10) com sexo a três com adolescente, transexual brasileira, ejaculação frontal em 3D e muita "nudez gráfica"

Chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (10) “Love”, do diretor Gaspar Noé, sem dúvidas o filme mais polêmico de 2015. O longa mostra uma relação a três e causou o maior frisson no Festival de Cannes pelas fortes cenas de sexo, incluindo uma tomada que mostra o protagonista ejaculando em direção à câmera — e tudo isso em 3D!

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"Love", do diretor argentino Gaspar Noé, chega aos cinemas nesta quinta-feira (10)

“Love”, no entanto, não é apenas pornográfico e dividiu a crítica internacional. Alguns disseram que o filme “contém algumas das mais belas cenas de sexo da história do cinema.” Outros que ele é “tão pretensioso quanto é erótico.”

Antes de ir ao cinema, saiba 8 curiosidades sobre a trama:

Do mesmo diretor de “Irreversível” - Antes de “Love”, Gaspar Noé ficou falado por ter dirigido “Irreversível”, de 2002. O filme causou comoção em Cannes ao mostrar uma cena de nove minutos de Monica Bellucci sendo estuprada. Na primeira exibição, 250 pessoas saíram da sala de cinema. Até hoje é considerada uma das mais perturbadoras do cinema.

Sexo a três com adolescente - “Love” é centrado na relação a três entre Murphy (Karl Glusman), sua namorada Electra (Aomi Muyock), e a vizinha dele, uma jovem chamada Omi (Klara Kristin). Ela tem 16 anos, mas ninguém se importa. “Eu amo a Europa”, diz o protagonista. O primeiro trailer do filme já mostra uma pegação entre eles.

Imagens do filme "Love", do diretor argentino Gaspar Noé. Foto: DivulgaçãoImagens do filme "Love", do diretor argentino Gaspar Noé. Foto: DivulgaçãoImagens do filme "Love", do diretor argentino Gaspar Noé. Foto: DivulgaçãoImagens do filme "Love", do diretor argentino Gaspar Noé. Foto: DivulgaçãoImagens do filme "Love", do diretor argentino Gaspar Noé. Foto: Divulgação

Ejaculação frontal (em 3D!) - “Love” começa sem rodeios mostrando o protagonista Murphy deitado enquanto Electra o masturba por minutos. A cena não tem cortes e só termina quando ele ejacula. Mais tarde, em outra cena, há um momento em que Murphy ejacula em direção à câmera — e tudo fica muito bem evidenciado em efeitos em 3D.

Distribuidoras ficaram em pânico - Depois da exibição em Cannes, houve o maior debate entre as distribuidoras de cinema para saber quem teria coragem de levar o filme às salas. Quem comprou os direitos nos EUA foi a Alchemy Films, que se comprometeu em distribuir o longa sem cortes.

O filme estreou no Festival de Cannes e ficou marcado pelas fortes cenas de sexo em 3D
Divulgação
O filme estreou no Festival de Cannes e ficou marcado pelas fortes cenas de sexo em 3D

Nudez gráfica e penetração - “Tem um monte de nudez gráfica e penetração” foi o que escreveu o site “Indiewire” em sua primeira resenha do filme, após a exibição em Cannes. Segundo o veículo, o longa é mais uma tentativa do diretor de juntar “provocações extremas com habilidades reais de cinema.”

Trans brasileira no elenco - O filme tem no elenco a trans Stella Rocha, que é brasileira, mas radicada em Paris. A atriz é de Belém e mora na capital francesa desde os anos 90. Em Cannes, ela virou assunto na mídia internacional ao usar um vestido transparente que deixava os mamilos em evidência.

À esquerda, Stella Rocha no tapete vermelho do Festival de Cannes. Atriz é de Belém e desde os anos 90 mora em Paris, onde trabalha em uma casa noturna
Getty Images / Reprodução
À esquerda, Stella Rocha no tapete vermelho do Festival de Cannes. Atriz é de Belém e desde os anos 90 mora em Paris, onde trabalha em uma casa noturna

O filme todo é um flashback - “Love” conta a história de um estudante de cinema americano que mora em Paris. Lá, Murphy conhece a jovem Electra, com quem vive um amor profundo de dois anos que mudou sua vida. Mas o filme começa com ele, agora casado e com filho, recebendo uma ligação da ex-sogra, o que o leva a relembrar vários momento de sua relação.

Tem mais nudez masculina que feminina - Segundo o jornal “The Telegraph”, Noé mostra com timidez a nudez feminina, mas não economiza ao mostrar a genitália do protagonista. “São pelas partes masculinas que ele está obcecado”, diz a crítica.


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