Em São Paulo, Tarantino fala de aposentadoria e desejo de dirigir Johnny Depp

Por Reinaldo Glioche , iG São Paulo | - Atualizada às

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Diretor americano disse considerar o texto de "Os Oito Odiados" o seu melhor trabalho como roteirista até agora

Em São Paulo para divulgar seu oitavo filme, “Os Oito Odiados”, o cineasta Quentin Tarantino confirmou que pretende se aposentar depois de seu décimo longa-metragem. “Eu vou parar de fazer filmes depois de dez, então por isso estou contado”, admitiu sobre a numeração que antecipa os créditos iniciais de seus longas.

O cineasta Quentin Tarantino
Reprodução
O cineasta Quentin Tarantino

O diretor, que citou “Pixote” como sua referência mais viva do cinema brasileiro, se disse feliz de estar de volta a São Paulo – uma das primeiras cidades que visitou com seu primeiro filme (“Cães de Aluguel”). “Eu não venho aqui desde 1992. Na época, achei que aprenderia português, mas é muito difícil”, brincou com sua plateia formada por jornalistas do Brasil e da América Latina.

Extrovertido e espontâneo, Tarantino revelou que gostaria de trabalhar com Johnny Depp, “mas eu teria que escrever o papel certo para ele” e Kate Winslet. “Eu acho ela maravilhosa. Não sei se ela toparia, mas ela seria fantástica falando meus diálogos”.

Ao comentar sobre um eventual Oscar pela direção de “Os Oito Odiados”, o cineasta disse preferir um terceiro por roteiro original (os outros dois foram por “Pulp Fiction” e “Django Livre”). “Eu empataria com Woody Allen como maior vencedor na categoria. Isso seria bacana”.

Já sobre Spike Lee, diretor com quem Tarantino enveredou-se por uma troca de farpas pública após críticas à forma como os negros foram abordados em “Django Livre”, Tarantino foi taxativo quando indagado se consideraria trabalhar com o nova-iorquino. “Eu só tenho mais dois filmes pela frente e não vou desperdiça-los com a porra do Spike Lee”.

O cineasta reiterou seu plano de aposentadoria após o décimo longa-metragem. “Eu quero manter meu padrão alto, a expectativa alta. Eu ficaria muito desapontado se as pessoas achassem que não o mantive em algum filme", observou ao frisar que trata-se de uma proposta meramente artística já que ele não está no negócio para pagar hipoteca ou sustentar os filhos, mas sim por puro amor ao cinema.

Com o Brasil como primeira parada da turnê promocional do filme, o cineasta valorizou o impacto de seus filmes no mercado internacional. “Meus filmes vão bem na América, mas vão um pouco melhor no mercado internacional. Eu faço filmes para o mundo. Para todo mundo e o mundo respondeu. É algo muito gratificante".

“Os Oito Odiados” será lançado no Brasil no dia 7 de janeiro de 2016 e será o maior lançamento da distribuidora Diamond Films no Brasil com algo entre 400 e 500 cópias.


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