Injustiça e redenção! Dez atuações que poderiam ter dado um Oscar a DiCaprio

Por Reinaldo Glioche , iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

A busca do ator pelo prêmio máximo do cinema está perto do fim. O iG ON destaca as grandes atuações do ator que poderiam ter assegurado esse esperado Oscar antes

A internet ama Leonardo DiCaprio, mas ama ainda mais sua condição de “eterno preterido” pelo Oscar. Isso pode mudar no próximo dia 28 de fevereiro quando o astro deve ganhar sua primeira estatueta dourada por sua atuação em “O Regresso”, estreia desta quinta-feira (4) nos cinemas brasileiros.  A questão que se coloca é se o amor por Leo vai continuar o mesmo após as redes sociais pirarem com a tão ansiada conquista.

Leonardo DiCaprio em cena do filme
Divulgação
Leonardo DiCaprio em cena do filme "O Regresso": o desejo de vingança fomenta o instinto de sobrevivência

A história de DiCaprio com o Oscar é antiga. Começou em 1994 com a indicação ao prêmio de melhor ator coadjuvante por “Gilbert Grape: Aprendiz de Sonhador”. Embora tenha roubado a cena de Johnny Depp, o Oscar ficou com Tommy Lee Jones por “O Fugitivo”. Com a nomeação por “O Regresso”, Leo conquistou sua quinta indicação como ator no Oscar. As outras foram por “O Lobo de Wall Street” em 2014, “Diamante de Sangue” em 2007 e “O Aviador” em 2005. Houve, ainda, uma indicação como produtor por “O Lobo de Wall Street”.

A grande questão em torno desta perseguição de Leonardo DiCaprio ao Oscar não é nem a discussão em torno de suas derrotas, mas pelos grandes trabalhos que ostentou ao longo dos anos e que foram esnobados pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

Um pouco de história. Tudo começou quando Leo realmente se achava o rei do mundo e viu “Titanic” ser contemplado com 14 indicações ao Oscar, inclusive Kate Winslet e Gloria Stewart, e ele ficar de fora. O ator deu declarações controversas à época sobre a importância do Oscar e não compareceu à cerimônia. Foi uma grande polêmica em 1998. Claro, DiCaprio era o maior astro do mundo, povoava corações de adolescentes e "Titanic" já era a maior bilheteria da história do cinema – nem o filme, nem DiCaprio mantêm essa posição atualmente.

O perdão veio com o elaborado trabalho com Martin Scorsese em "O Aviador". Pela grandiosa biografia de Howard Hughes, DiCaprio voltara ao Oscar e levou Gisele Bündchen com ele.

A década de 2000 foi boa demais para a Academia ignorar DiCaprio, mas muitos de seus melhores trabalhos foram esnobados. Prestes a conquistar o apogeu da carreira de um ator de cinema, DiCaprio é lembrado pelo iG que lista dez performances que poderiam muito bem ter rendido um Oscar ao ator. Nove dessas atuações não foram sequer indicadas ao prêmio, o que dá uma ideia de como DiCaprio fora injustiçado pelos desmandos de sua deslumbrada e deslumbrante juventude.  

via GIPHY

“Diário de um adolescente” (1995)

Ainda na fase pré-Titanic, Leonardo DiCaprio era um ator em ascensão. Neste drama sem concessões em que divide a cena com Mark Wahlberg, DiCaprio mostra agudeza dramática ao construir um adolescente rebelde tateando a própria existência.

Divulgação
"Diário de um Adolescente"

“Titanic” (1997)

O centro da discórdia entre DiCaprio e Academia deve finalmente ser plenamente superado em 2016. Aqui DiCaprio encarna com desenvoltura a simplicidade e deslumbramento de um jovem pobre apaixonado por uma moça rica.

Divulgação
"Titanic"

“Celebridades” (1998)

No auge da fama, o ator soube rir de si mesmo nessa comédia corrosiva de Woody Allen sobre o metiê hollywoodiano. É uma participação pequena, mas explosiva de DiCaprio. O espírito esportivo do ator por si só já valia um Oscar.

Divulgação
"Celebridades"

“Prenda-me se for capaz” (2002)

Este filme de Steven Spielberg ajudou a delimitar o processo de amadurecimento de DiCaprio como ator. Como um impostor que se passa por diversas pessoas para fugir da própria identidade, DiCaprio abraça a melancolia sem deixar de entreter. Um trabalho que cresce de estatura cada vez que se revê.

Divulgação
"Prenda-me se for Capaz"

“Os Infiltrados” (2006)

A terceira pareceria com Scorsese acabou preterida no Oscar que preferiu nomear DiCaprio por “Diamante de Sangue” naquele ano. O filme era mais de DiCaprio mesmo, mas aqui, como um policial de ascendência bandida infiltrado entre gangsteres, o ator oferta uma atuação nervosa, cheia de minúcias e muito mais impressionante.

Divulgação
"Os Infiltrados"

“Foi Apenas um Sonho” (2008)

Ao reencontrar Kate Winslet, DiCaprio faz um homem desencantado com os rumos de sua vida e de seu casamento. A densidade dramática do registro deixa claro o grande ator que DiCaprio se tornou, mas a Academia insistia em só indicá-lo ao Oscar quando não havia escapatória e o desempenho foi solenemente ignorado.

Divulgação
"Foi Apenas um Sonho"

“Ilha do Medo” (2010)

Neste surpreendente, estilizado e inteligente terror de Martin Scorsese, DiCaprio cria um sujeito que pode não ser exatamente quem pensa que é. Um trabalho cheio de nuanças que reforçam a angústia de alguém que começa o filme investigando um crime e se descobre na necessidade de reavaliar quem é.

Divulgação
"ilha do Medo"

“Django Livre” (2012)

Quentin Tarantino disse que jamais odiou um personagem como Calvin Candie de “Django Livre”. DiCaprio tangenciou toda a repugnância desse lorde escravagista dos EUA da primeira metade do século XiX com excelência. A academia foi na opção mais preguiçosa e nomeou o classudo Christoph Waltz e lhe deu seu segundo Oscar.

Divulgação
"Django Livre"

“O Grande Gatsby” (2013)

Leonardo DiCaprio confere uma humanidade doída à luxuosa versão do cineasta Baz Luhrmann da obra homônima de F. Scott Fitzgerald. Além da sofisticação fácil em sua composição, o ator resgata uma maturidade amargurada de alguém imerso em arrependimentos e angústias.

Divulgação
"O Grande Gatsby"

“O Lobo de Wall Street” (2013)

A Academia optou por indicar Leonardo DiCaprio pela quinta, e até o momento última, colaboração com Scorsese. Como o banqueiro fraudulento que acumulava milhões como quem vendia bananas, DiCaprio tem a melhor atuação de sua carreira. Aliando carisma e graça, o ator alcança os efeitos pretendidos pelo filme de criticar nossa fascinação pelo amoral. Um desempenho soberbo que não foi reconhecido a contento. Das grandes injustiças da história do Oscar.

Leonardo DiCaprio em
Divulgação
Leonardo DiCaprio em "O Lobo de Wall Street"


Leia tudo sobre: Leonardo DiCaprioOscar 2016ImagemOscar

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas