Pansexual, Deadpool chega aos cinemas para revolucionar filmes de heróis

Por Reinaldo Glioche , iG São Paulo |

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Estrelado por Ryan Reynolds, anti-herói da Marvel ganha um filme para chamar de seu e promete fazer tudo valer a pena

Chega nesta quinta-feira (11) nos cinemas brasileiros “Deadpool”, um herói relativamente pouco conhecido do grande público. Peraí. Herói? “Eu posso ser super, mas certamente não sou herói”, brada o personagem interpretado pelo canadense Ryan Reynolds em determinado momento do filme. Não é bravata. Criado em 1991 pelos quadrinistas Rob Liefeld e Fabian Nciesa, Deadpool é um mutante mercenário visto pela primeira vez nas HQs como vilão. Pansexual, o personagem constantemente flerta com outros heróis do universo Marvel, sejam eles homens ou mulheres.

Cena do filme
Divulgação
Cena do filme "Deadpool", que estreia nesta quinta-feira (11) nos cinemas brasileiros

Assim como Wolverine, Deadpool é um produto do projeto Arma X, por isso a primeira aparição do personagem no cinema foi no horrível “X-men origens: Wolverine” (2009). Ali o personagem surgia completamente deturpado; mesmo assim os fãs ficaram com um gostinho de quero mais.

Ryan Reynolds, que no final daquela década vivia a melhor fase de sua carreira e já estava envolvido com o personagem desde 2004, pôs pilha para a produção sair do papel. Mas a Fox, que adquiriu os direitos sobre o personagem da New Line – que havia produzido a trilogia “Blade”, outro personagem B da Marvel – não sabia exatamente o que fazer com o personagem. A participação - e o saldo dela - no filme solo de Wolverine não ajudava na questão.

“Mas foi a melhor coisa que aconteceu”, disse Ryan Reynolds em material divulgado à imprensa.  Os roteiristas Paul Wernick e Rhett Reese, do hit “Zumbilândia” (2009), uma comédia satírica recheada de zumbis, foram contratados para trabalhar em uma versão de roteiro para um filme do personagem.

A Fox custava para confirmar a produção do filme e foi uma ação ousada capitaneada por Rynolds que decidiu em favor de “Deadpool” ver a luz do dia. O vazamento de uma “fita teste” com o Reynolds como o personagem na San Diego Comic-Com que deixou todo o mundo geek em frenesi limou as dúvidas do estúdio e o sinal verde veio antes do fim da feira pop em julho de 2014.

No evento de 2015, quando o primeiro trailer de “Deadpool” foi revelado, o filme novamente foi o maior destaque da feira. Agora, antes mesmo da estreia mundial do filme, a Fox já confirmou a sequência.

Cena do filme "Deadpool". Foto: DivulgaçãoCena do filme "Deadpool". Foto: DivulgaçãoCena do filme "Deadpool". Foto: DivulgaçãoCena do filme "Deadpool". Foto: DivulgaçãoDeadpool. Foto: Divulgação

As coisas mudaram. A Fox abriu mão da classificação livre nos EUA – no Brasil o filme está liberado para maiores de 16 anos – em nome da liberdade criativa. O Deadpool que chega aos cinemas é fiel ao personagem dos quadrinhos. Tagarela, boca-suja, violento e extremamente, frise-se o extremamente, politicamente incorreto.

“Deadpool” é uma comédia de ação antes de ser um filme de super-herói. Essa abordagem garante o frescor à produção que recebe tratamento especial no Brasil. A Fox coordena uma ação multimidiática para bombar o lançamento do filme. Além de brincar com a hashtag #Deadpoolresponde no Twitter, o personagem (não Ryan Reynolds) vai invadir o palco do Pânico na Band no próximo domingo (14).

A expectativa é por um grande sucesso de bilheteria e todo mundo vai estar prestando atenção no barulho que “Deadpool” promete fazer. Depois que “Batman- O Cavaleiro das Trevas” modificou o jeito de se produzir adaptações de HQs, tudo indica que a próxima revolução está à espreita. E ela não vai ser nada educada.  

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