Após estreia de sucesso, Inky planeja novo trabalho: "vamos fazer o nosso pop"

Por Caio Menezes , iG São Paulo |

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Banda paulistana ainda colhe os frutos do álbum de estreia, mas quer fazer diferente no próximo trabalho: "esse primeiro álbum é bem agressivo, a gente está mudando"

Os paulistanos da Inky ainda estão desfrutando o sucesso de "Primal Swag", seu álbum de estreia lançado em abril do ano passado, mas já estão pensando em um novo trabalho. "Pode ser um álbum ou um EP. Ou um álbum e um EP", contou o baixista Guilherme Silva em entrevista ao iG.

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A Inky se prepara para produzir seu próximo álbum ainda neste ano
Divulgação/Jonas Tucci
A Inky se prepara para produzir seu próximo álbum ainda neste ano

O grupo ainda não sabe qual será o formato do novo trabalho, mas já tem um objetivo: "a gente vai fazer o nosso pop, mas não o pop da Rihanna", definiu o músico. "Esse primeiro álbum é bem agressivo, a gente está mudando. As novas músicas estão mais calmas e grooveadas", completou Guilherme.

A Inky já tem três rascunhos de novas faixas prontos e um deles é da primeira música da banda em português. "A gente achou que a música tinha que ter letra em português e então a Luiza [Pereira, vocalista] compôs. Cantar em português é uma coisa que eu nunca tive vontade, mas tive curiosidade", explicou.

Antes de começar a produzir as novas músicas, no entanto, o grupo ainda colhe os frutos do álbum de estreia. Gravado nos estúdios da Red Bull Station, em São Paulo, "Primal Swag" promoveu um crescimento expressivo da banda e foi figura constante nas listas de melhores no fim de 2014. "Foi o maior ano de aprendizado. Foi muito importante para nossa carreira", disse o músico.

A banda planeja fazer seu próprio pop no próximo trabalho
Divulgação/Jonas Tucci
A banda planeja fazer seu próprio pop no próximo trabalho

O sucesso do disco é o reflexo de um trabalho exaustivo da banda desde sua concepção. "Demorou cerca de um ano e meio pra ficar pronto, desde a primeira ideia até a conclusão. A gente gravou ao vivo, então tinha que estar muito bem ensaiado, porque a gente queria algo mais real, que transmitisse nossa energia do ao vivo", explicou.

Depois do lançamento do disco, a banda saiu em turnê para mostrar aos fãs a real energia do ao vivo. Eles tocaram nos principais festivais do Brasil, como o Bananada em Goiânia, Coquetel Molotov em Recife e Do Sol em Natal. "Foi a melhor parte do ano. Ter a chance de mostrar seu som para públicos grandes em outras cidades foi uma experiência única", disse Guilherme. Mas o maior objetivo ainda não chegou. "A gente sempre quis tocar no Lollapalooza, mas não rolou".

Apesar de ainda não ter chegado aos palcos do festival paulistano, a Inky tem experiência em tocar com nomes grandes. Eles já abriram shows de bandas como The Vaccines e Miami Horror em São Paulo, mas o show icônico da banda foi na abertura da última apresentação do LCD Soundsystem na capital paulista, em 2011. "LCD é minha banda favorita e a gente abriu o último show dos caras. Foi muito louco, é só uma vez na vida abrir o show do seu ídolo", contou o baixista, que revelou que seu sonho é tocar com o Talking Heads -- apesar deles não se apresentarem mais.

A banda de David Byrne, aliás, é uma das principais inspirações do novo trabalho da Inky. "A gente também está ouvindo bastante Björk, Quincy Jones e Portishead. Eu estou gostando muito de Death From Above 1979 e Black Rebel Motorcycle Club". afirmou Guilherme.

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