Após trauma com produtor de metal, banda Atalhos volta ao folk em novo álbum

Por Caio Menezes , iG São Paulo |

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Grupo paulistano reencontra seu som após álbum de estreia: "tenho vergonha de falar do primeiro disco", afirma vocalista

A gravação do segundo álbum é difícil para a maioria das bandas -- e isso já foi provado estatisticamente --, mas para os paulistanos do Atalhos, a sequência do disco de estreia foi mais um alívio do que um problema. "Eu tenho vergonha de falar do primeiro disco, aquilo não era a gente", afirmou o vocalista Gabriel Soares em entrevista ao iG ON.

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A banda paulista Atalhos faz show de lançamento de seu novo álbum nesta terça (24)
Divulgação/Marina Casagrande
A banda paulista Atalhos faz show de lançamento de seu novo álbum nesta terça (24)

Nesta terça-feira (24), a banda faz o show de lançamento de seu segundo álbum "Onde A Gente Morre", que tem a missão de superar o fracasso de "Em Busca do Tempo Perdido", de 2012. O debut do grupo foi produzido por Marcello Pompeu, vocalista do Korzus, e ficou com jeitão de disco de metal, que em nada se assemelhava ao folk do Atalhos. "Ele fez um som comercial, cortava os solos mais longos", disse Gabriel. "A gente ficou traumatizado".

Por isso, "Onde A Gente Morre" foi produzido na íntegra pelo quarteto. "A gente quis ter o controle da produção. O resultado é 100% nosso, não tem desculpa", garantiu o músico. O resultado de quase dois anos de trabalho foram 12 faixas com uma pegada mais folk, fortemente inspiradas por Wilco e Neil Young.

De todo o processo de produção, só a mixagem não ficou a cargo do grupo, mas caiu em boas mãos: foi feita por Mark Howard, que já trabalhou com Bob Dylan e R.E.M. "A gente mandou o primeiro single pra ele, ele gostou, fez a mixagem e quis trabalhar no álbum todo", explicou Gabriel.

Lançamento do disco
Divulgação
Lançamento do disco "Onde A Gente Morre" acontece no B Bar

O novo disco do Atalhos é um trabalho tão especial que a banda decidiu lançá-lo em vinil duplo antes mesmo do álbum chegar aos serviços de streaming. "Quem ouvir o álbum em vinil vai ter um impacto diferente de quem ouvir digitalmente", garantiu o vocalista. "No vinil não tem como adiantar as músicas e a gente acredita neste disco como obra, como um todo".

Os dois álbuns da banda paulistana foram gravados de maneira independente, com recursos próprios dos músicos, que garantem que sequer pensam em viver só de música. Mas essa realidade pode estar prestes a mudar. Após uma visita a Nova York, Gabriel recebeu uma proposta de um selo americano. "Eles querem trabalhar com uma banda brasileira, tem muita gente olhando para o Brasil lá fora. Assinar por um selo gringo traria mais reconhecimento para a gente", disse o músico.

Apesar de tudo estar caminhando para dar certo, Gabriel Soares mantem os pés no chão em relação ao sucesso do Atalhos. Tanto que marcou o show de lançamento do álbum, que ele compara a um test drive para ver o que funciona ao vivo, para um lugar que cabem pouco mais de 40 pessoas. Mas os planos para o futuro próximo são um pouco mais ambiciosos: shows no Centro Cultural São Paulo e em Sescs na capital paulista. "Não tem como a gente chegar achando que vai tocar em lugar grande e vai lotar", explicou.

Serviço
Quando: 24 de fevereiro, às 22h
Onde: B Music Bar (Rua dos Pinheiros, 518 - Pinheiros)
Quanto: R$20

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