Melanie Martinez chega ao Brasil pedindo: "Não gritem enquanto canto"

Por Giulia Bressani , iG São Paulo |

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Em entrevista exclusiva, cantora falou sobre as expectativas com o Brasil e sua alter-ego, Cry Baby

A cantora norte-americana Melanie Martinez desembarca no Brasil nesta sexta-feira (27) com a mesma intenção de quando se inscreveu no reality show "The Voice" em 2012: cativar e inspirar o público com seu estilo - visual e musical - único.

Melanie Martinez faz shows em SP e RJ nos dias 27 e 29 de novembro
Divulgação
Melanie Martinez faz shows em SP e RJ nos dias 27 e 29 de novembro

À época, com apenas 17 anos, Melanie conquistou os jurados com sua voz ímpar ao cantar uma versão acústica de "Toxic", de Britney Spears, tocando violão e pandeiro (com os pés). Chegou ao Top  6 do programa e seguiu seu caminho para se tornar um dos nomes mais citados entre as novas promessas do pop.

Sempre fugindo do mainstream, Melanie, hoje aos 20, está mais perto de Björk do que de Katy Perry, Taylor Swift ou outras contemporâneas do pop. O que não significa que não consiga alcançar resultados significativos para uma artista considerada “indie”.

Melanie na estreia de
Getty Images
Melanie na estreia de "American Horror Story: Freak Show". Sua música "Carrousel" foi o tema de abertura da série

Seu primeiro álbum de estúdio, "Cry Baby", alcançou a primeira posição na parada de “Álbuns Alternativos” e em 6º no “Top 200” da Billboard, com 40 mil cópias vendidas na primeira semana. Antes do lançamento, a música “Carrousel” foi escolhida como tema de abertura da 4ª temporada de "American Horror Story - Freak Show".

No álbum, somos apresentados à Cry Baby, uma garota que passa por conflitos em casa e com si mesma e que aos poucos descobre quem é e o que quer da vida. Com letras às vezes pertubadoras e melodias pouco comuns, a alter-ego de Melanie vai ganhando forma a cada faixa do álbum.

Ainda com o cabelo bicolor que se tornou sua marca, Melanie traz sua Cry Baby Tour para dois shows lotados em São Paulo e Rio de Janeiro nos dias 27 e 29 de novembro, no Carioca Club e no Miranda, respectivamente.

Dias antes, em entrevista ao iG, Melanie falou um pouco sobre suas expectativas com o Brasil e sobre quem é a Cry Baby, personagem que empresta sua história semi-ficcional e seu nome para o álbum de estreia da jovem.

“Energia e pessoas maravilhosas” são as duas coisas que Melanie mais espera de sua passagem pelo Brasil. O país é o único fora da América do Norte que receberá a visita da cantora, que está em turnê desde o início de agosto.

Perfeccionista, ela promete entregar aos fãs mais do que apenas um show. “Quero mostrar a história do álbum e fazer com que as pessoas se divirtam e se conectem com a Cry Baby. E que se divirtam muito.” No palco, ela confessa encarnar sua alter-ego para as apresentações para poder dar mais veracidade às músicas. “É com certeza a Cry Baby no palco. É sempre ela contando sua história para o público, não eu.”

No palco, Melanie se apresenta como Cry Baby, sua alter-ego
Reprodução/Instagram
No palco, Melanie se apresenta como Cry Baby, sua alter-ego

Mas parece que a Cry Baby não gosta muito que o público se empolgue demais durante as performances. No início de outubro, Melanie reclamou em uma rede social dos fãs que gritavam durante as músicas. “É muito distrativo quando tudo que ouço é “Eu te amo, senta na minha cara” enquanto estou cantando. Eu quero que vocês ouçam o show pelo qual pagaram”, escreveu.

Sobre o assunto, comentou: "é muito difícil se concentrar quando as pessoas gritam coisas inapropriadas ou tentam chamar minha atenção atenção na hora errada. Não gosto quando gritam enquanto estou cantando, mas adoro que cantem as músicas junto comigo".

Depois dos dois shows no Brasil, Melanie só volta para a estrada em janeiro de 2016, na Austrália, mas não pretende ficar parada nesse meio tempo. “Vou lançar clipes para todas as músicas do álbum para que as pessoas entendam a identidade visual delas. E vou focar em fazer novas músicas que me representem e representem a minha arte.”

Sobre um álbum novo, garante que ainda conheceremos muito da vida da Cry Baby e que o trabalho atual foi apenas uma introdução à vida de sua alter-ego. “Eu sou a Cry Baby e não tenho como me desligar dela. Eu quero criar um mundo, uma cidade e espero que cada álbum possa ser uma parte de um todo.”

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